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Veja como foi a experiência de acelerar o Porsche 911 no gelo do Canadá

Montreal (Canadá) – Acelerar na pista de gelo, travar comandos da eletrônica, praticamente desligar os sensores da nova geração do Porsche 911. Dirigimos na glacial região de Montreal, no circuito de Mécaglisse, os alemães com tração traseira, Carrera S e o integral 4S. Prova de habilidade ou loucura? De tudo um pouco porque fui julgado pelos amigos: não teria um lugar mais quente e menos alternativo para dirigir um Porsche? Eu respondi que sim: na Finlândia, onde a montadora promove o mesmo treinamento chamado de Ice Experience nos lagos congelados.

Mas quer saber, por enquanto, nada de pista, nem 0 a 100 Km/h ou muito menos a Autoban na Alemanha. Dei chance ao controle do automóvel e pensei que se fosse dono de um carro como esse, pagaria fácil cerca de U$ 5 mil ( R$ 21 mil) para participar do treinamento e viver uma experiência congelante para ficar na história que vai além do registro no Instagram. O que a Porsche promove é sensacional.

O universo que sobrevive às temperaturas negativas, como os -15 graus do nosso dia trabalha a favor das manobras. Por aqui é difícil mas você aprende a fazer o drift e se livrar de uma possível zona de desconforto no seu dia a dia. Sim é possível mas se não for isso imagine o tamanho do sorriso quando o carro sai de traseira e o lance é não deixá-lo completar o zerinho. Segurar na mão e no pé, no tempo certo do pedal do acelerador.

Depois tem mais porque o dia está só começando. O lance mais difícil é desviar dos obstáculos, no slalon. Nesse ponto, nada de cones no chão. O teste de frenagem e saída imediata é mais tranquilo desde que o motorista não esqueça o sabão completo que é o gelo. São exercícios que você não quer parar de praticar.

Por duas razões: o ambiente e a máquina. A 992 é a melhor geração já construída pela fábrica de Sttutgart. Alguns puristas podem tirar meu coro com isso mas o carro é impecável. Mais confortável, rico em tecnologias e dinâmico. O mundo mudou gente! Rodagem no aro 21 como uma beleza à parte na arquitetura do esportivo que te seduz parado ou em movimento. Concorde comigo. Está bonito.

Falando do carro

O novo Porsche 911 manteve seus traços que fazem parte da memória daqueles que sonham com um desses na garagem. A oitava geração, está marcada por um jogo de faróis e lanternas impecável. O capô ficou mais baixo nesse novo design e o veículo mais largo com a rodagem dianteira exibindo 20 polegadas de diâmetro contra os 21 da traseira. Sobra pouco nas caixas de rodas. Até os retrovisores entraram na nova onda aerodinâmica. Lembro que o spoiler traseiro se desloca da base da carroceria e não dá para esquecer da proposta dos flaps da frente que se movem para o carro gastar menos combustível.

Um lance legal e praticamente imperceptível é o que a engenharia explica como modo de condução Wet Mode. Sensores nas caixas de rodas detectam a pista molhada e sugerem o acionamento o modo de condução. Imagine com tudo desligado e principalmente o controle de tração off no quanto é difícil dominar. E o tempo inteiro no modo Sport Plus. Nada de deixá-lo no normal ou Sport.

Em resumo, o motor é o mesmo boxer – de seis cilindros opostos – biturbo com 450 cv de potência, refrescando a memória que são 30 cv a mais em relação a versão anterior. A caixa de marchas ainda é automatizada de dupla embreagem, PDK de oito velocidades. Na pista gelada praticamente impossível passar dos 80 Km/h mas numa região seca ele anda viu. O Carrera S, na ficha técnica, chega a 308 km/h em sua velocidade máxima. A 4S de tração integral, Carrera 4S faz um pouco menos, 306 km/h.

Mas o turbo gera aquele ronco dos motores aspirados? Não mas empolga quando você troca o som do escape de duas saídas no console do painel. O 0 a 100 Km/h é feito em 3,5 segundos. Esportivo puro para duas pessoas com a ligeira chance de levar duas crianças pequenas atrás. Quase não existe a opção de quatro lugares. A capacidade de bagagem é de 132 litros.

Quanto à cabine? Chama a atenção a tela de 10,9″ de alta resolução sensível ao toque, a costura do couro nos bancos e forró das portas, a harmonia com os relógios digitais e analógicos no cluster e no painel. Quando você olha o volante multifuncional, posiciona a chave (que fica do lado esquerdo, claro) sente aquela sensação de suspiro. Ouça o carro e troque de marchas mexendo apenas os dedos nas borboletas atrás da direção. Mas deixando para o final o menos importante (risos) sair do sonho custa o seguinte: Carrrera S e Carrera 4S valem respectivamente algo em torno de R$ 679 mil e R$ 719 mil.

SBD Tiggo

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