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Testamos o novo Volkswagen Virtus

O ano de 2018 mal começou e já reservou um importante lançamento para o mercado automotivo nacional. A Volkswagen apresentou oficialmente o Virtus, sedã compacto com predicados de médio que pode – junto com o Polo – colocar a marca alemã de volta na briga pela liderança do mercado nacional.

 

Testamos o Virtus em três situações: no travado trânsito de São Paulo; na estrada entre a capital paulista e a cidade de Americana (distante cerca de 140 km); e numa pista de testes, onde foi possível colocar o motor 200 TSI à prova.

 

Já na primeira situação foi possível notar que a carroceria sedã, maior e mais pesada que a do hatch Polo, não causou problemas para o motor tricilíndrico 1.0 TSI. Os 128 cv de potência e surpreendentes 20,4 kgfm de torque (ou 200 Nm) garantem saídas ágeis e boa desenvoltura nas ruas. A suspensão segue o padrão da Volks, mais dura que a média do mercado, mas sem deixar o carro desconfortável. É um ajuste preciso.

 

Precisão também da caixa de transmissão automática de seis velocidades, que na estrada se mostrou rápida na troca de marchas, mesmo em situações de retomadas. Com isso, as ultrapassagens com o Virtus são práticas. Nas curvas o sedã quase não inclina e, junto com a direção precisa, passam muita segurança.

 

Na pista de testes da Goodyear, em Americana, foi possível levar o motor 1.0 turbo ao limite, como também testar os sistemas de segurança, como o controle de estabilidade com XDS+ (bloqueio eletrônico de diferencial) e BSW (limpeza automática dos discos de freio). Em situações de risco, com velocidade elevada, os sistemas eletrônicos mantêm o sedã de quase 4,5 metros na rota.

Primeiro por aqui

O Brasil será o primeiro mercado do mundo a comercializar o Volkswagen Virtus, a partir de fevereiro de 2018. Na sequência, o modelo começará a ser exportado para diversos mercados. O modelo contará com duas opções de motor e duas de transmissão, que serão oferecidas de acordo com as particularidades de cada mercado. No Brasil, o Virtus terá três versões: MSI, Comfortline 200 TSI e Highline 200 TSI. A configuração MSI será equipada com o motor 1.6 de até 117 cv e câmbio manual de cinco marchas. As versões Comfortline e Highline contam com o conjunto mecânico do motor TSI de até 128 cv e transmissão automática de seis velocidades.

 

Mais sofisticação

O visual do Virtus segue a linha da Volks, que sempre busca dar mais sofisticação do que ousadias a seus modelos atuais. Pode não ser um desenho que empolgue ao primeiro olhar, mas de fato o modelo passa uma imagem premium.

 

No Virtus, as grandes superfícies dos faróis de neblina e indicadores de direção chamam a atenção. Elas terminam em ângulos com contornos tridimensionais. Entre elas ficam duas entradas de ar: uma em forma de “V” no meio e uma segunda entrada estreita que se estende por toda a largura. O resultado é que o Virtus tem visualmente uma “boca” bem ampla graças ao contorno da grade inferior do para-choque.

 

Os faróis, a grade do radiador e o para-choque foram desenhados para realçar a largura do veículo, o que é evidenciado pelo longo capô com contornos bem pronunciados. Vincos marcantes no capô saem das colunas “A” e correm em forma de “V” para o lado interno dos faróis e da grade do radiador. Adicionalmente a essas linhas, outros dois elementos de estilo correm pelo meio do capô e terminam na grade do radiador. A barra transversal superior da grade é pintada na cor da carroceria e se une às linhas dos faróis. Isso dá ao capô uma aparência visual mais baixa. Ao mesmo tempo, reforça a largura do Virtus.

Traços de cupê

O Virtus adota a linha dupla em forma de flecha na lateral. A primeira passa pelas principais sessões laterais do modelo, do para-lama dianteiro, cruzando as portas e seguindo até a extremidade das lanternas traseiras. A segunda, mais abaixo, se desenvolve do grafismo 3D das lanternas traseiras e também se estende para a frente nos para-lamas dianteiros, onde sobe ligeiramente, encontrando a linha superior. Essa linha de caráter define o perfil lateral do sedã, formando uma forte seção de “ombros” e dando ao Virtus uma atitude rebaixada e esportiva.

Da coluna “B” (aquela entre as portas) para trás, o modelo traz traços ainda mais alongados e fluídos. Com 4,48 metros de comprimento, o Virtus é um dos maiores entre os seus concorrentes diretos. Como base de comparação, ele é 42,5 centímetros mais comprido do que o Novo Polo, também desenvolvido sobre a Estratégia Modular MQB. Isso muda completamente a perspectiva do veículo lateralmente. A começar pelo balanço traseiro.

 

A distância entre o centro da roda e o final do para-choque traseiro é de 1.027 mm (quase 50% maior do que a do Novo Polo). Não era para menos: são 521 litros de capacidade no porta-malas, um dos maiores da categoria.

 

O Virtus tem seus três volumes bem definidos: capô, lateral e traseira. Um sedã clássico, mas ele vai além. Como o teto tem uma caída rápida na coluna “C”, o Virtus traz caráter de cupê, principalmente pela forma que as linhas de teto se conectam com as do porta-malas, o que faz o vidro traseiro (vigia) ser bem inclinado, preservando o espaço para a cabeça dos passageiros do banco traseiro.

 

O modelo fabricado em São Bernardo do Campo segue o padrão global de sedãs da marca Volkswagen, com lanternas duplas e identidade visual própria. As lanternas conectam os para-lamas com a tampa do porta-malas e têm um ângulo reverso, semelhante às do Jetta. Outro destaque é o defletor na região superior da tampa, colaborando com a aerodinâmica e evidenciando o visual esportivo. A placa fica bem ao centro da tampa do porta-malas, entre as lanternas, criando um layout harmonioso. O para-choque conta com um uma moldura na parte inferior, que atravessa toda a traseira.

 

Muito espaço

Referência no segmento, a distância entre-eixos no Virtus é de 2,65 metros (exatamente a mesma do Jetta atual), isto é: 8,6 cm a mais do que a do Novo. Com isso, o Virtus estabelece uma nova referência em aproveitamento de espaço nas categorias que participa. Mais um benefício da flexibilidade da Estratégia Modular MQB. A altura do Virtus é de 1.468 milímetros (4 mm a mais do que a do Novo Polo) e a largura é a mesma: 1.751 mm. O porta-malas tem 521 litros de capacidade.

Painel digital

Assim como no Polo, um dos destaque no interior do Virtus é o  Active Info Display. Nesse painel digital, os instrumentos são implementados virtualmente via software. Somente as luzes/ícones na borda inferior do mostrador são instalados em hardware. Informações de navegação podem ser mostradas em 2D ou 3D, em uma tela de 10,25 polegadas, do tamanho de um tablet. Sua resolução de 1.440 x 540 pixels permite gráficos precisos e de alta qualidade. Por exemplo, o modo de navegação: nesse caso, o velocímetro e conta-giros são deslocados para os lados, a fim de criar mais espaço para o mapa.

 

As informações sobre as funções de condução, de navegação e de assistência podem ser integradas em áreas gráficas do velocímetro e conta-giros, conforme necessário. Dados que são exibidos no console central pelo sistema de infotainment, como contatos de telefone ou capas de álbum, também podem ser exibidas no Painel Digital Programável. Todas as versões do Virtus trazem de série o suporte para celular sobre o painel, com entrada exclusiva USB para carregamento.

 

Segurança

Durante o lançamento, a Volks anunciou que o Virtus acabara de receber nota máxima (cinco estrelas) nos testes de segurança pelo Latin NCap. O modelo tem muitos itens de segurança, mas alguns são opcionais ou só aparecem nas versões mais caras.

 

O Virtus tem freios a disco nas quatro rodas como item de série nas versões TSI. Freios a disco colaboram para melhor performance e proporcionam maior resistência ao chamado “fading”, a perda de eficiência por aquecimento (numa descida de serra, por exemplo). Todas as versões do Virtus são equipadas com M-ABS, que inclui o sistema de freios antitravamento ABS (um dos mais modernos disponíveis) e outros recursos de segurança, como o EBD (distribuição eletrônica das forças de frenagem), que distribui eletronicamente as forças de frenagem entre os eixos traseiro e dianteiro, garantindo a estabilidade e a segurança.

 

Também está incluído no M-ABS o TC (Controle de Tração), que tem a função de reduzir o escorregamento das rodas durante a aceleração ou quando o veículo começa a destracionar, em curvas acentuadas, controlando eletronicamente o torque do motor.

 

Controle de estabilidade. Ainda nas versões TSI, o Virtus é equipado de série com ESC – Controle Eletrônico de Estabilidade. Esse sistema reconhece um estágio inicial de que uma situação de rodagem crítica está para acontecer. Compara os comandos do motorista com as reações do veículo a esse comando. Se necessário, o sistema reduz o torque do motor e freia uma ou várias rodas até atingir a condição de estabilidade.

 

Disponível como opcional para o modelo MSI, o ESC engloba vários outros recursos eletrônicos de assistência: HHC (Hill Hold Control) ou controle de assistência de partida em rampa, HBA (Hydraulic Brake Assist system) ou BAS, XDS+ ou bloqueio eletrônico do diferencial, BSW (Bremsscheibewischer – Limpeza Automática dos Discos de Freio), RKA+ (Monitoramento da pressão dos pneus), entre outros.

 

Também está entre os recursos de segurança o detector de fadiga, que analisa a forma como o motorista dirige e compara com os 15 primeiros minutos de direção. Caso detecte um desvio no comportamento ao volante, o equipamento emite um alerta, sugerindo uma parada para descansar e tomar um café.

 

O Virtus é equipado de série, em todas as versões, com quatro airbags – dois dianteiros e dois laterais. De grandes dimensões, as bolsas laterais protegem para cabeça e tórax e restringem o movimento do corpo durante um impacto, elevando significativamente a segurança dos ocupantes. O sedã Volkswagen é equipado de série com sistemas ISOFIX® e top-tether para fixação de dispositivos de retenção infantis (cadeirinhas).

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