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Testamos o novo Tracker. Veja os pontos positivos e negativos do SUV

O novo Tracker será apresentado oficialmente nesta quarta-feira (18) via internet, pois o evento oficial que ocorreria em São Paulo foi cancelado devido à Pandemia do novo Coronavírus. Mas isso não nos impediu de testar o modelo, que chega com atributos para disputar a liderança do mais disputado segmento do nosso mercado. Conseguimos uma unidade da Tambaí Chevrolet no Recife da versão topo de linha que custa R$ 112 mil. O Tracker Premier tem tecnologia acima da média para o segmento, quando falamos em itens de série, mas isso não quer dizer que ele é perfeito. É o que vamos detalhar agora.

Por R$ 112 mil, o Tracker Premier tem itens de série que poucos de seus rivais oferecem, mesmo como opcional. Podemos destacar o conjunto óptico com faróis, DRL e lanternas, tudo LED. O teto solar panorâmico com abertura elétrica também merece destaque como item de série. Vale lembrar que desde a versão de entrada de R$ 82 mil o novo Tracker vem com seis airbags (frontais, laterais e cortina) e controles de estabilidade e tração. Ponto para a segurança.

Seguindo a linha de “SUV do Onix”, o Tracker Premier oferece muitos itens comuns ao irmão menor. O carregador de celular por indução, internet wi-fi com 3 meses de assinatura grátis, sistema de alerta com frenagem automática em baixa velocidade e park assist, estão presentes nas versões Premier do hatch, do sedã (Plus) e agora do SUV compacto.

A dirigibilidade do novo Tracker também merece ser destacada. A direção elétrica leve e direta deixa o SUV levinho e fácil de manobrar. O conjunto mecânico tem o inédito motor 1.2 turboflex de 132 cv e133 cv (gasolina e etanol) e 21,4 kgfm de torque, tudo muito bem casado e distribuído pelo já conhecido câmbio automático de seis velocidades.

As saídas o novo Tracker nessa motorização impressionam. Assemelham-se bastante as do T-Cross 250 TSI, mas o Volks leva vantagem nas retomadas mais ágeis. Para o dia a dia na cidade você não vai sentir falta de energia do conjunto. E na estrada poderá acelerar bem (dentro dos limites, sempre) que o SUV gosta e tem disposição.

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Com esses atributos e o preço no mesmo patamar de seus rivais, o Tracker tem tudo para disputar a liderança com T-Cross e Renegade. É fácil prever que ele vai tirar clientes de todos, até mesmo porque a Chevrolet tem uma rede gigantesca no país, com lojas em quase todos os cantos. Mas será que o Tracker então é o primeiro SUV compacto perfeito de nosso mercado? Nada disso.

A Chevrolet chutou umas bolas fora do gol ao lançar a nova geração do Tracker. Como testamos apenas a versão topo de linha vamos focar nela. As versões de entrada podem ter outras falhas e acertos que ainda não podemos descrever porque nosso acesso ao carro foi restrito.

Na Premier de R$ 112 mil não se pode admitir freio a tambor nas rodas traseiras. Não só pelo valor do carro, mas sim para o que ele se propõe, com muitos equipamentos de modelos premium, mas com uma frenagem de carro de entrada. Não sentimos problemas ao frear o Tracker Premier, mas em uma situação de emergência em velocidade mais alta isso pode sim ser uma deficiência.

Outra ausência que sentimos ao dirigir é a das borboletas (paddle shift) atrás do volante para troca sequencial das marchas. O SUV tem um desenho esportivo e – mais importante – a pegada que o motor 1.2 turbo entrega é esperta e merecia esse item.

O acabamento do Tracker Premier teve um queda de qualidade em relação à primeira geração, mas isso foi uma adequação clara da Chevrolet para ficar no mesmo patamar dos principais rivais e poder também baratear o produto. A cabine é revestida de muito plástico, mas tem seus pontos de melhor toque na parte frontal do console e apoio de braços nas portas dianteiras. Os bancos não são em couro. É uma mistura de tecido com o que a Chevrolet chama da “material premium”, algo como um couro sintético mais simples. O acabamento dos assentos é bom e eles são confortáveis.

O que deveria ter sido modernizado é o painel de instrumentos, que é analógico e tem apenas uma pequena tela central de aspecto antigo. O novo Tracker merecia um cluster mais condizente com o visual do carro. Mais uma vez, o fator custo parece ter pesado na conta da GM.

Com mais pontos positivos que negativos, o Tracker deverá ser um sucesso de vendas. A versão LT com motor 1.0 turbo abaixo dos R$ 90 mil deve ser uma das mais procuradas, como também a topo de linha devido à entrega de tecnologia a bordo. O duelo que parecia ser entre T-Cross e Renegade pela liderança do mercado dos compactos em 2020, parece que vai virar uma luta a três. Creta, HR-V e Kicks precisam correr atrás.

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