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SLK da Mercedes-Benz ficou pequeno para Diego com 1,93 metro. Depois de tentar de tudo teve que devolver o carro

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Dois amigos de bons anos e a história da paixão por um carro. Um carro qualquer não, um esportivo, o sonho de Diego Alexandre (@dieegodoleite),36 anos. Eu considero demais os sonhos. Eric Silva (@erictenente) e Diego são brothers de Campina Grande, PB, e sempre que se encontravam com o possante alemão, Diego dizia “se um dia você for vender avise, me dê prioridade”. A SLK 200, ano 2012, inteira, bem conservada e sempre no brilho trocou de mão.

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Um dia desses, na agonia (na pressa), como a gente fala por aqui, Diego chegou com a proposta e não pensou duas vezes querendo a todo custo levar para casa o Mercedes e entrar na onda dos donos de carros esportivos de Campina, sem se preocupar com qualquer que fosse a medida do negócio. O fator principal era encontrar o custo e o valor da troca do seu MB no do Eric.

Com quase dois metros de altura, 1m93, achou que estava tudo certo, era o sonho diante do homem e para isso, conheço dezenas que movem montanhas, alguns montanhas de dinheiro.

Diego, entusiasmado, não fez o teste drive, foi na confiança e o que aconteceu antes de virar a chave da conquista, assim que colocou o pé dentro do veículo: ele viu que a capota não fecharia, o homem grande não cabia no banco com todos os protocolos de uso do esportivo conversível e, na charmosa Rainha da Borborema, de tantas histórias na Paraíba, não deu outra. Foi um estouro.

Diego tentou de todo jeito mas não dava para encurtar as pernas, mesmo colocando o ajuste do assento no limite. Além disso o pior, como ele iria fechar a capota do cabriolet e ficar de boa? A resenha estava garantida. E dentro da oficina, na revisão do ar do veículo, antes de levar para casa, ele percebeu que precisaria rever a transação.

Eric, advogado e bom amigo, de imediato ligou a câmera nervosa do celular, fez vídeos e fotos, enviou para turma do Whats APP e curtiu o momento. Diego foi mais longe, pegou um capacete que tem em casa e começou a desfilar pelas ruas com a cabeça do lado de fora e a viseira protegendo os olhos.

Sem chance para imaginar risco de capotamento no veículo sempre em baixa velocidade ou ameaça à função do santantônio (que é proteger os ocupantes em caso de capotamento). Não cabe avaliar isso ou qualquer ato de infração, que não existe nesse ponto. Vamos continuar sorrindo.

O carro ficou parecendo um automóvel de brinquedo, pelo menos da teoria. A história rendeu muito. Garantiu sorriso por todos os lados, disse Eric Silva, antes mesmo de saber que o importado voltaria para a sua casa.

CARRO DEVOLVIDO

As redes sociais trouxeram fama e logo no sábado postei os vídeos em meu Instagram cercado de risadas para entender a resenha e pensar no que fazer pela frente. Eric, que recebeu um Classe C 2014 na troca, já tinha investido a diferença em outro negócio quando o telefone tocou e Diego falou: “preciso devolver o carro, não tem jeito de caber dentro. Já fiz de tudo e todo mundo viu”.

E o pior é que fez mesmo e aproveitou os dias de fama. Do outro lado, o amigo teve que encontrar uma maneira de receber o seu antigo carro de volta, hoje na garagem e, ao mesmo tempo conseguir encontrar a solução para a amizade automotiva. Que tal um Suzuki? O Classe C de Diego, dado como parte do pagamento, já tinha seguido outro destino.

Eric disse que agora vai guardar o famoso cabrio vermelho na garagem e ficar mais um tempo. O carro trouxe sorte, fama, jobs e ativou o sonho do advogado de ingressar no segmento de compra e venda de veículos mas com a lição de que nada será negociado como antes. Conhecer o “sonho” e fazer um teste drive são duas premissas indispensáveis para quem deseja comprar e não importa se o carro é novo ou usado.

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