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Salão do Automóvel de São Paulo vai receber R$ 50 milhões da organização

SBD Bremen Julho

São Paulo – Será que a grave crise que enfrenta o Salão do Automóvel de São Paulo está perto de chegar ao fim? A realizadora da bienal na Expo Imigrantes, entre 12 e 22 de novembro, Reed Alcântara Machado, garante que faz de tudo para rever as desistências e assegurar para aqueles que não colocaram os pés para fora que a mostra mudará de conceito.

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Virar o jogo e focar na venda de produtos é o segundo maior desafio da turma do salão. Em São Paulo, Leandro Lara, diretor de eventos da empresa e responsável pela mostra, confirmou a permanência do evento, das datas e declarou que a Reed vai investir duas vezes mais na feira. Os custos não foram revelados pelo executivo mas fizemos uma base de R$ 50 milhões injetados para o salão ficar de pé.

Novas áreas de mobilidade e atração no 4X4 devem trazer de volta duas desistentes em um outro formato. Os negócios com foco na captura do cliente gerando, ao longo da feira, cerca de 500 mil leads, assim como ações de vendas serão modelos adotados para a exposição.

Lara defende que toda a estrutura da empresa estará preparada para fomentar negócios entre concessionários e fornecedores da cadeia automotiva, assim como um público dirigido. “Além disso estamos desenvolvendo a mecânica (que está quase pronta) de um APP que irá mapear em tempo real o interesse do cliente pelo modelo do veículo. A tecnologia será nossa maior aliada”.

O Salão de São Paulo enfrentou uma onda de desistências a partir do comunicado da BMW que declarou preferir investir em eventos personalizamos com foco direto no cliente. A marca alemã, não revelou mas fez um aporte de aproximados R$ 5 milhões no último salão. Bom lembrar que quanto maior o tamanho da área e da arquitetura dos estandes mais dinheiro se gasta. Toyota, Chevrolet e Hyundai utilizam espaço que variam de duas a três vezes maior tamanho comparado ao estande alemão. As três marcas foram outras grandes que disseram não.

Pelo mundo, os salões no modelo conservador de serem promovidos perderam a força. O novo público, cada vez mais digital, na ordem direta, não quer ver atrações como as presenças VIPs. O visitante busca o carro, o aspiracional, o desejo. E as montadoras precisam colocar o automóvel no chão com demonstração técnica ao alcance do futuro cliente. Algumas já fizeram isso. Veja que a onda exagerada de modelos conceitos (os concept cars) saiu de cena.

A queda e a mudança de Detroit

Uma fórmula que mexeu na tradicional data do North American International Auto Show – Naias, em Detroit foi a aplicada pela CES – Consumer Eletronics Show. Em Las Vegas, praticamente no mesmo período, em janeiro, a indústria, a tecnologia e uma mega feira de eletrônicos chamou a atenção das montadoras que passaram a investir por lá.

Sem muito glamour em estandes menores que focam nos veículos e produtos e muito menos no ambiente da exposição (como já acontece no salão de Los Angeles, em novembro). O Naias foi transferido para junho. O último evento do ano passado já foi mais doméstico do que internacional e dominado pelas marcas dos grupos Ford, FCA e General Motors.

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