PSA Group e FCA juntam forças e se tornam quarta maior montadora do mundo

A PSA Group, responsável por marcas como Citroën e Peugeot emitiu nota sobre a parceira com a britânica FCA. A ideia é criar um novo grupo com escala e recursos goblais, de propriedade dos acionistas das duas marcas com direitos iguais.

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O argumento principal é o ambiente que está mudando rapidamente, com novos desafios em mobilidade conectada, eletrificada, compartilhada e autônoma e para isso o projeto alavancaria uma forte presença em pesquisa e desenvolvimento e ecossistemas globais para estimular a inovação e vencer esses desafios com rapidez e eficiência de capital.

Vale lembrar aqui, que a FCA já estudou unir forças com o grupo Renault, mas a ideia acabou não prosperando.

No caso da PSA, o conselho de supervisão da Peugeot S.A. e o Conselho de Administração da Fiat Chrysler Automobiles N.V. concordaram de forma unânime em trabalhar numa combinação completa de seus respectivos negócios na forma de uma fusão 50/50. Ambos os conselhos outorgaram poderes a seus respectivos times para concluir as discussões e para firmar um memorando de entendimento vinculativo nas próximas semanas.

O plano para combinar os negócios do Groupe PSA e da FCA resulta de intensas discussões entre a alta gestão das duas companhias. Segundo o comunicado a combinação proposta criaria o quarto maior fabricante global de veículos em termos de unidades vendidas (8,7 milhões de veículos), com receitas combinadas de aproximadamente 170 bilhões de euros e lucro operacional recorrente acima de 11 bilhões de euros em uma base agregada simples dos resultados de 2018, excluindo Magneti Marelli e Faurecia.

O significativo acréscimo de valor resultante da transação é estimado na ordem de 3,7 bilhões de euros em sinergias anuais, derivadas principalmente de maior eficiência na alocação de recursos para investimentos de larga escala em plataformas de veículos, motores e transmissões e novas tecnologias, além da melhoria da capacidade de compras resultante da nova escala combinada do grupo. Essas sinergias estimadas não são baseadas em qualquer fechamento de plantas.

Projeta-se que 80% das sinergias seriam alcançadas após quatro anos. O custo total único para que essa sinergia seja alcançada é estimado em 2,8 bilhões de euros.

O portfólio estendido cobriria todos os segmentos de mercado com marcas icônicas e produtos fortes, baseados em plataformas racionalizadas e na otimização de investimentos.

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