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Curiosidades

Produção de veículos cresce 2% no primeiro trimestre

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Apesar da decisão de várias marcas de suspenderem suas atividades no final de março por conta do avanço da pandemia do coronavírus, o volume de produção no primeiro trimestre de 2021 ainda conseguiu superar o número registrado no mesmo período do ano passado.

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Por outro lado, mesmo com a boa expectativa nas fábricas, as concessionárias não tiveram um bom resultado. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas nos três primeiros meses do ano tiveram queda de 5,4%.

Em números divulgados pela Anfavea, a produção no primeiro trimestre registrou 597,8 mil unidades, 197 mil delas em março, melhor mês do ano até agora. O bom desempenho foi, em grande parte, impulsionado pelos ótimos resultados de caminhões e comerciais leves.

Apesar do número maior em relação ao mesmo período de 2020, a preocupação gira em torno da retração quando se leva em consideração os últimos três meses do ano passado, que foi de expressivos 23%. Geralmente, essa queda fica em torno de apenas 15%.

Apesar da paralisação de algumas fábricas na última semana do mês por falta de insumos ou feriados antecipados pelo agravamento da pandemia, várias montadoras conseguiram completar unidades que estavam paradas nos pátios com alguma peça faltando.

O melhor resultado no acumulado do trimestre foi o das exportações, de 95,8 mil unidades, volume 7,6% superior ao dos embarques do início de 2020. O estoque de veículos nas fábricas e nas concessionárias se mantém estável num patamar baixo, de 101,1 mil unidades.

Outro destaque vai para a relativa estabilidade do nível de empregos diretos, que totaliza 104,7 mil postos entre as montadoras de veículos. Em um ano de pandemia, houve cerca de 2,3 mil perdas de vagas, 2,1% da força de trabalho.

Para o próximo trimestre, a expectativa é de uma travessia penosa até uma aguardada melhora no segundo semestre. “Temos três pontos de grande preocupação”, alerta Luiz Carlos Moraes, presidente da Afavea. “Um deles é a situação alarmante da pandemia no país, que só deve se estabilizar a médio prazo com a aceleração da vacinação. O segundo é o conjunto dos fundamentos econômicos, ameaçado não só pela pandemia, mas também pelo excesso de ruídos políticos. Finalmente, temos alguns gargalos na produção, sobretudo de componentes eletrônicos, um problema global sobre o qual não temos controle e que deve perdurar ao longo do ano”, enumera Moraes.

Para o dirigente, o momento é de chamar a responsabilidade de todas as esferas de poder para um esforço de vacinação e para o controle das contas públicas, além do destravamento das pautas reformistas no Congresso Nacional, que podem ajudar a reduzir o Custo Brasil.

SBD Parvi

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