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Motociclistas de delivery são heróis em tempos de pandemia e quarentena

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A única arma da humanidade até então disponível no combate ao novo coronavírus é o distanciamento social. No Brasil, a quarentena, com fechamento total de todo o comércio não-essencial, entra pelo terceiro mês, o que já influenciou drasticamente no hábito das pessoas e, consequentemente, das empresas. Como o cliente não pode ou não deve ir até o estabelecimento, o produto precisar chegar até os domicílios. De comida a medicamentos e outros tantos segmentos. Nesse cenário, os motociclistas, que são a principal forma de entrega em casa (delivery), se tornaram trabalhadores de um serviço essencial. Mais do que isso, eles se arriscam todos os dias quando saem de casa para que mais pessoas não precisem sair. São os novos heróis sobre duas rodas.

Essa mudança de hábito deve refletir de forma definitiva no segmento do delivery. A venda online acelerou e, mesmo com a futura reabertura das lojas, passará a fazer parte da vida de muita gente. “A categoria dos motoboys está na linha de frente. Mas o que hoje é uma necessidade, amanhã será comodidade e os hábitos de delivery nunca mais serão os mesmos”, ressalta Ivan Santana, gerente-geral Comercial da Pernambuco Motos Honda.

Ivan Santana, da Pernambuco Motos

O crescimento do delivery está levando muita gente a buscar pelo trabalho sobre duas rodas. Mesmo com as lojas e concessionárias fechadas, muita gente está buscando a compra online para conseguir uma moto e, consequentemente, ter uma renda para ajudar em casa. Foi o que fez Gleibson Inojosa da Silva, que adquiriu uma Honda CG 160 Fan para trabalhar. Ele fez a compra de forma 100% online e agora está podendo trabalhar de forma adequada. “A gente não pode dizer que o perfil do comprador mudou nesse período de pandemia, mas sim o objetivo da compra. Se antes muita gente comprava a moto pela agilidade no trânsito e economia de combustível, hoje, quase a totalidade das vendas é para o uso da motocicleta para o trabalho. Por exemplo, muitos funcionários de restaurantes, como garçons, estão adquirindo motos e partindo para o delivery”, explica Santana.

Gleibson comprou sua Honda CG 160 Fan para trabalhar

O gerente da Pernambuco Motos Honda lembra que, apesar de ser notório o aumento do número de motos nas ruas, o número de acidentes de trânsito envolvendo motociclistas teve uma redução muito grande em abril. “Temos dados preliminares de que a taxa de acidentes diminuiu bastante, o que nos lembra da importância dos cursos de pilotagem defensiva que oferecemos com instrutor próprio, pensando na pilotagem educativa, com várias ações voltadas para esse tema de segurança”, reforça Ivan.

Motociclistas sendo testados para Covid-19. Foto: Raja Faisal/The Star

Como com a pandemia e o isolamento social também veio a crise econômica, foi preciso reforçar as facilidades para a compra das motocicletas. “Conseguimos fomentar a compra dessa classe tão guerreira e bancos continuam com linha de crédito. É possível levar uma motocicleta pagando 10% de entrada e parcelando o saldo em até 48 vezes. Nós já tínhamos uma célula de atendimento digital, portanto, foi preciso apenas realizar pequenos ajustes para realizar vendas 100% digitais e entregar a moto na casa dos clientes, com uma equipe bem treinada e processos bem definidos. Tudo isso não foi o suficiente para evitar a queda de 70% em nossas vendas, mas trouxe aprendizados. Sairemos mais fortes depois de mais essa crise”, espera o gerente-geral da Pernambuco Motos Honda.

 

* Foto da capa: Vinícius de Melo/Agência Brasília

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