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Entenda como a Volks coloca tanta força no motor 1.0 TSI

Antes mesmo da atual crise dos combustíveis que está paralisando o país, a eficiência energética já fazia parte da pauta de todas as montadoras. Reduzir o volume dos motores virou prioridade e até ganhou um nome: “Downsizing”. Essa redução do tamanho dos propulsores exigiu muita tecnologia para compensar inevitáveis perdas de potência e torque. O turbo e a injeção direta de combustível foram as saídas para a maioria dos engenheiros. Algumas montadoras conseguiram reunir as duas tecnologias, como a Volkswagen, com a família de motores TSI. A sua versão 1 litro é premiada pelo mundo por eficiência e força e, no Brasil, equipa desde subcompacto up! até o icônico Golf.

A linha 1.0 TSI ganhou recentemente ainda mais tecnologia e passou a se chamar 200 TSI. Foi lançada com o Polo no final do ano passado e agora equipa também o sedã Virtus. A sigla “200 TSI” se refere a 200 Nm de torque, gerados pelo motor com tecnologia de turbocompressor e injeção direta de combustível.

Motor 200 TSI

O torque é o grande responsável pela sensação de performance, deslocamento, quando o corpo “cola” no banco nas retomadas de velocidade. Isso garante esportividade, prazer ao dirigir e segurança para realizar ultrapassagens seguras e superar subidas íngremes com facilidade. É aquela sensação de que o carro tem força.

O torque pode ser medido em Newton metro (Nm) ou quilogramas força metro (kgfm). Ambas as unidades equivalem à medida da força (1 N) na extremidade de uma alavanca com um metro de comprimento. No caso do motor TSI do Polo e do Virtus, o torque equivale a 200 Nm ou 20,4 kgfm, isso tudo já a 2.000 rpm. Isto garante melhor aceleração com menos trocas de marchas e ajuda a economizar combustível.

Rivais na poeira

Para deixar claro como esse pequeno motor tem força, vamos comparar com propulsores bem maiores que equipam outros carros. Recém-lançados pela Fiat, Argo e Cronos têm, em suas versões topo de linha, o motor 1.8 E.Torq. Abastecido com etanol, ele gera 19,3 kgfm de torque e 18,8 kgfm com gasolina, isso a 3.570 rpm.

 Além do torque elevado, a linha 200 TSI também se destaca pela potência de 128 cv. Equipado com esse motor, o Virtus acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e atinge velocidade máxima de 194 km/h (dados com etanol). Vamos comparar com outro rival, dessa vez o City. O sedã compacto da Honda tem motor 1.5 litro (50% mais volume que o TSI) mas que entrega 116 cv de potência e 15,6 kgfm de torque (com etanol.

No Virtus, o motor 200 TSI pode ser encontrado nas versões Comfortline e Highline, sempre combinado à transmissão automática de 6 marchas. Essa transmissão oferece a opção de trocas manuais sequenciais Tiptronic, operada por meio da alavanca de câmbio ou pelas aletas (“shift paddles”) no volante. O motorista também conta com o modo de acionamento esportivo (posição “S”), que altera os momentos das trocas de marchas para rotações mais elevadas, proporcionando aceleração mais rápida, para um comportamento mais dinâmico do veículo.

A opção de entrada do novo sedã da Volks é oferecida com o também eficiente motor 1.6 MSI combinada ao câmbio manual de 5 marchas. Total Flex, tem 1.598 cm³ de cilindrada e possui bloco e cabeçote feitos de alumínio, o que colabora para reduzir o peso do conjunto. O sistema de partida a frio que dispensa a utilização do tanque auxiliar para gasolina é outro destaque nessa motorização. A potência máxima é de 117 cv (86 kW) com etanol e 110 cv (81 kW) com gasolina a 5.750 rpm, com torque máximo de 162 Nm (16,5 kgfm) com etanol e 155 Nm (15,8 kgfm) com gasolina, ambos a 4.000 rpm. Com esse motor, o Virtus acelera de 0 a 100 km/h em 9,8 segundos e atinge 195 km/h de velocidade máxima (etanol).

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