Comparativo: o renovado Honda City enfrenta o novíssimo Fiat Cronos

O estilo do seu carro diz muito sobre você. Há quem goste daquela pegada mais esportiva e há quem prefira um estilo mais elegante e refinado. Reunimos nas ruas e ladeiras de Olinda, dois sedãs compactos que podem agradar aos mais distintos gostos. Fiat Cronos e Honda City são do mesmo segmento e disputam a mesma fatia de mercado. Mas o perfil do cliente não é, necessariamente o mesmo. Entenda as diferenças de cada um:

Bem conhecido pelos brasileiros por ter mais tempo de mercado, o City passou por uma leve reestilização visual e tem novidades no pacote de equipamentos.  As mudanças foram pontuais no design, mas que deixaram o sedã ainda mais sofisticado. Os faróis cresceram e ganharam LED para iluminação diurna. Ainda na frente, o para-choque foi redesenhado e a grade frontal ganhou ainda mais elementos cromados. Já na traseira quase nada mudou, apenas as lanternas também receberam luzes em LED.

Por dentro as novidades também são poucas, até porque o visual da cabine é bem agradável e não pedia muita mudança. O que melhorou foi a central multimídia, que agora é compatível com Android Auto e Apple CarPlay.

Já em relação ao tudo é novidade. Recém-lançado pela Fiat para ser o sedã do Argo, o Cronos aposta no visual mais esportivo e jovial. Suas linhas são agressivas e a Fiat não economizou nos vincos, presentes e acentuados por todo o carro.

A dianteira se destaca por traços fortes, com aspecto musculoso, e capô alongado, estilo típico de modelos esportivos. Essa característica é reforçada pelos faróis, que invadem as laterais com uma assinatura em LED, e é complementada pela grade com elemento central cromado.

As laterais se conectam harmonicamente à traseira alta e ampla, com lanternas em LED com desenho angulado. A tampa abriga um dos maiores porta-malas da categoria, com 525 litros de capacidade, mas que é menor que a do City, que comporta 536 litros.

O estilo arrojado do Cronos se reflete no interior, que segue a linha dos últimos lançamentos da Fiat, como Argo e Toro. O olhar é atraído para o sistema multimídia Uconnect Touch de 7 polegadas, em estilo flutuante como um tablet e compatível com Apple CarPlay e Android Auto.

Equipamentos e motorização

Em relação ao pacote de equipamentos, nessas versões topo de linha que testamos, Cronos e City são bem parecidos, mas o modelo da Fiat sai na frente por ter, por exemplo, botão partida, enquanto no Honda ainda é preciso girar a chave na ignição – o que não é legal para um carro de mais de R$ 80 mil.

No quesito conjunto mecânico, o Cronos também leva vantagem, pelo menos quando se compara as versões mais caras, como estamos fazendo aqui. O sedã da Fiat na versão Precision é puxado pelo motor Etorq 1.8 de até 139 cv de potência, enquanto o City EXL tem sob o capô o velho conhecido 1.5 de 115 cavalos.

Assim como no visual, as caixas de transmissão dos dois modelos que estamos comparando também têm apelos diferentes. Enquanto o Cronos tem como opção o câmbio automático de seis velocidades, que dá uma condução mais agressiva – quando exigido -, o City aposta na suavidade e conforto da transmissão CVT, que deixa o carro mais pacato.

Tanto City como Cronos são agradáveis de dirigir. São bons na cidade e na estrada e não são beberrões. Como os preços são praticamente iguais, a escolha vai muito do seu gosto e estilo.

Cronos Precision AT – Versão que testamos: R$ 82.330

Ficha técnica 

Mecânica
Cilindrada total: 1.747 cm³
Potência máxima: 135 cv (gasolina)/ 139 cv (etanol) a 5.750 rpm
Torque máximo: 18,8 kgfm (gasolina)/ 19,3 kgfm a 3.750 rpm (etanol)
Transmissão automática de seis velocidades

Suspensão dianteira/traseira
Tipo: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais com barra estabilizadora
Tipo: Eixo de torção com rodas semi independentes

Direção
Tipo: Elétrica com pinhão e cremalheira

Peso do veículo
Em ordem de marcha: 1.248 kg
Capacidade de carga: 400 kg
Carga máxima rebocável (reboque sem freio): 400 kg

Dimensões externas
Comprimento do veículo: 4.364 mm
Largura do veículo: 1.726 mm
Altura do veículo: 1.516 mm
Distância entre-eixos: 2.521 mm
Altura mínima do solo: 165 mm
Volume do porta-malas: 525 litros
Tanque de combustível: 48 litros

Desempenho
Velocidade máxima: 196 km/h (gasolina)/ 198 km/h (etanol)
0 a 100 km/h: 9,6 s (gasolina)/ 9,2 s (etanol)

Consumo
Ciclo urbano: 11,6 km/l (gasolina)/ 8 km/l (etanol)
Ciclo estrada: 13,8 km/l (gasolina)/ 9,6 km/l (etanol)

City EXL – Versão que testamos: R$ 83.400

Ficha técnica

Mecânica
Cilindrada: 1.497 cc
Potência (cv) 116 (alcool) 115 (gasolina)
Torque (kgf.m) 15,6 15,6
 Câmbio CVT de 7 marchas
 Suspensão Dianteira Independente, MC Pherson
 Suspensão traseira eixo de rotação

 Direção elétrica
 Peso: 1137 kg
 Carga útil: 383 kg

Dimensões
Altura (mm) 1.485
Largura (mm) 1.695
Comprimento (mm) 4.455
Peso (Kg) 1.137
Tanque (L) 46
Entre-eixos (mm) 2.600
Porta-Malas (L) 536
 Velocidade máxima – 175 km/h
 Aceleração 0-100 km/h – 11,3 s

Consumo
Urbano 8,5 km/l (a) 12,3 km/l (g)
 Rodoviário 10,3 km/l (a) 14,5 km/l (g)

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