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Aceleramos o novo Porsche 911, que chega ao Brasil a partir de R$ 679 mil

Mogi Guaçu (SP) – Um dos maiores ícones da esportividade chega ao Brasil em sua nova geração. Estamos falando do novo Porsche 911, lançado no ano passado na Europa e que agora está em pré-venda aqui por R$ 679 mil na versão Carrera S e R$ 719 mil na Carrera 4S. As primeiras unidades só começam a ser entregues no mês de maio, mas nós já tivemos a oportunidades de acelerar a geração 992 do icônico alemão no asfalto do autódromo Velo Città, no interior de São Paulo. É importante ressaltar que ainda chegarão no segundo semestre as versões sem teto (cabriolet) do Carrera S (R$ 729 mil) e do 4S (R$ 769 mil).

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A apresentação do novo 911 foi no estilo “Maquina do Tempo”. A Porsche fez uma viagem pelo tempo, mostrando a história do esportivo, com um carro de cada geração, desde 1963, quando foi iniciada a trajetória de sucesso do bólido alemão. Mas o que todos os jornalistas convidados queriam ver era a geração 992, que manteve o estilo tradicional do modelo, acrescentando modernidade ao visual como, por exemplo, na traseira com o elemento em LED que une as duas lanternas, nova identidade visual da Porsche que já vimos nos novos Macan, Panamera e Cayenne.

O novo Porsche 911 ficou mais leve e mais potente, o que comprovaríamos em seguida na pista. Carrera S e Carrera 4S são equipados com o conhecido motor 3.0 boxer biturbo, com 450 cv a 6.500 rpm e um torque de 54 kgfm entre 2.300 e 5.000 rpm. A novidade está na transmissão de dupla embreagem PDK, que agora são de 8 marchas.

Mais potência (+30 cv) e torque (+ 5 kgfm) garantem uma aceleração brutal de 0 a 100 km/h em apenas 3,7 segundo, ou 0,2 segundos a menos que a geração 991. Pode parecer pouco, mas quando se fala em superesportivos, qualquer décimo de segundo é uma marca histórica.

Poucas coisas diferenciam as versões S da 4S (além dos R$ 40 mil). Não fosse pelo uso de filetes cromados nas entradas de ar na traseira (onde fica o motor), seria impossível identificar qual versão seria, caso não esteja escrito no para-choque de trás (muitos clientes preferem deixar “apenas” o nome 911 gravado). Só é possível sentir a diferença entre as duas versões dirigindo, uma vez que o Carrera S tem tração traseira e o 4S é integral. Essa é a diferença real.

A lista de equipamentos de série a qual nos referimos para as duas versões é ampla – como não poderia ser diferente. Ela conta com faróis de LED, painel de instrumentos digital (menos no tradicional conta-giros analógico no centro), ar-condicionado digital dual zone, gerenciamento ativo de suspensão, bancos esportivos com ajustes elétricos, central multimídia com tela de 10,9 polegadas sensível ao toque, controle de cruzeiro adaptativo (ACC) e muitos outros mimos.

A hora de acelerar as duas versões chegou e só em entrar e sentar no Porsche você sente que aquilo não é igual a nenhum outro carro no planeta. Seja pela posição “no chão” de pilotagem ou pelo simples fato de a ignição estar do lado esquerdo do volante. O 911 tem chave presencial, é claro, mas não tem botão de partida como de outros carros. Nele, é preciso girar uma peça fixa, que simula uma chave, para fazer o boxer soltar seu ruído inconfundível.

As primeiras voltas de reconhecimento da pista foram no modo de condução “Normal” ativado. Mas não pense que isso significa um desempenho tímido do Porsche. Ao menor toque no acelerador, o 911 reage com um coice no peito do condutor, te empurrando contra o banco e fazendo abrir um sorriso incontrolável no seu rosto.

Pista reconhecida era hora de pular para o modo Sport Plus (ainda tinha um “Sport” antes) e transformar o superesportivo em uma máquina que parece ter sido desenvolvida em por seres extraterrestres. A direção fica mais precisa e pesada, o carro mais firme e colado na pista e aquele sorriso no rosto aumenta, mesmo sendo revezado com uma cara de espanto: “de onde vem tanta força?”.

A capacidade de fazer curvas em alta velocidade impressiona. Os sistemas eletrônicos (e são muitos) não deixam você perder o controle do carro nem por um milésimo de segundo. Dizem que desligá-los deixa a corrida mais divertida (e perigosa), mas não quis arriscar com um carro de R$ 700 mil nas mãos.

Sabemos que ter um Porsche 911 na garagem é um sonho que poucos podem realizar. Até mesmo dirigi-lo é uma honra também seleta. Seria bom que todos aqueles apaixonados por carros tivessem essa oportunidade na vida, pois depois disso, todos teriam a certeza do que muitos já desconfiam: não existe nada com 4 rodas igual a um Porsche 911.

SBD VW Julho

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