Com o T-Cross, a Volks entra no disputado mercado dos SUVs compactos no Brasil

O T-Cross nasceu como um dos lançamentos mais esperados do ano. A Volkswagen fez uma apresentação estática do seu SUV compacto em evento inédito que integrou os três continentes onde o modelo será produzido (Europa, Ásia e América) e terá seus principais mercados. O T-Cross faz parte da estratégia da empresa de oferecer modelos globais com características específicas para atender às necessidades locais de cada região.

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O modelo será produzido sobre a Estratégia Modular MQB, que é o mais moderno conceito de produção do Grupo Volkswagen no mundo. No Brasil, o T-Cross terá exclusivamente motores TSI (1.0 e 1.4). Os preços devem partir da casa dos R$ 80 mil e chegar até R$ 115 mil na versão topo de linha com todos os equipamentos opcionais, como teto solar, central multimídia de 8 polegadas e painel de instrumentos digital. Mas isso é apenas estimativa. Os valores oficiais devem ser revelados em breve. Como a produção no Brasil começa apenas em janeiro, as primeiras unidades devem começar a sair das lojas no final do primeiro trimestre de 2019.

Oferecerá itens exclusivos no segmento, como o painel totalmente digital (Active Info Display), seletor de perfil de condução, Controle de Estabilidade (ESC) de série, bloqueio eletrônico do diferencial, Park Assist 3.0, suporte para celular no painel, quatro entradas USB (inclusive para o banco traseiro), iluminação da cabine em LED e acabamento com apliques no painel. Também contará com faróis full-LED, seis air bags, saída de ar-condicionado para o banco traseiro e teto solar panorâmico, entre outros recursos.

O motor 250 TSI Total Flex gera potência de até 150 cv (110 kW), com gasolina ou etanol, a 4.500 rpm. O torque máximo, também com ambos os combustíveis, é de 250 Nm (25,5 kgfm) – será o maior torque da categoria. Esse motor será combinado exclusivamente à transmissão automática de seis marchas com função Tiptronic e aletas (“shift paddles”) para trocas no volante.

Já o motor 200 TSI Total Flex desenvolve potência de até 128 cv (94 kW) a 5.500 rpm, com etanol – com gasolina, são 116 cv (85 kW), à mesma rotação. O torque máximo é de 200 Nm (20,4 kgfm), com gasolina ou etanol, sempre na faixa de 2.000 a 3.500 rpm. Esse motor poderá ser combinado à transmissão manual ou à automática com função Tiptronic (também com as aletas no volante), ambas de seis marchas.

Medidas

 O T-Cross mede 4.199 mm de comprimento e 1.568 mm de altura (9 mm mais alto que o T-Cross europeu). A distância entre os eixos do modelo que será produzido no Brasil é maior: 2.651 mm (88 mm a mais do que a distância entre-eixos do T-Cross europeu). A capacidade do porta-malas do T-Cross é variável entre 373 e 420 litros. O encosto rebatível do banco do passageiro dianteiro oferece ainda mais flexibilidade.

Além de sensores dianteiro e traseiro para estacionamento, o T-Cross também poderá ser equipado com o sistema “Park Assist 3.0”, que permite o estacionamento autônomo em vagas paralelas e transversais – e agora com a função de freio de manobra.

Todas as versões do T-Cross serão equipadas com luz de condução diurna (DRL) em LED, integrada ao farol de neblina. Haverá oferta de faróis full-LED para o T-Cross – neste caso, a luz de condução diurna encontra-se na própria carcaça do farol.

O T-Cross também poderá ser equipado com teto solar panorâmico “Sky View” – dois painéis de vidro que abrangem mais da metade da área do teto do carro (a seção dianteira pode ser aberta eletricamente). oberturas para o painel integram o estilo jovial e completam o interior do veículo, projetado de forma explicitamente generosa para esta classe. Outro destaque no interior do T-Cross é a iluminação ambiente em LED. Há luzes na região dos pés, no centro do console, no painel e nas maçanetas.

O T-Cross terá disponível o sistema de som “Beats”, de alta fidelidade sonora, com sete alto-falantes (incluindo um sub woofer no porta-malas) e potência é de 300W RMS. 

 T-Cross inclui, opcionalmente, um sistema de Infotainment com tela sensível ao toque (touchscreen) de 8 polegadas e o quadro de instrumentos totalmente digital “Active Info Display” de última geração.  

No Active Info Display, os instrumentos são implementados virtualmente via software. Somente as luzes/ícones na borda inferior do mostrador são instalados em hardware. Informações de navegação podem ser mostradas em 2D ou 3D, em uma tela de 10,25 polegadas, do tamanho de um tablet. Sua resolução de 1.280 x 480 pixels permite gráficos extremamente precisos e de alta qualidade. Por exemplo, o modo de navegação: nesse caso, o velocímetro e conta-giros são deslocados para os lados, a fim de criar mais espaço para o mapa. 

Quatro entradas USB (duas na frente, duas atrás) garantem a conexão ideal e energia suficiente para os smartphones. Todas as versões são equipadas de série com o prático suporte para telefone celular localizado no centro do painel, que contará com tomada USB de carregamento rápido.  

O sistema opcional de travamento e partida “Kessy” torna o acesso ao T-Cross mais confortável, enquanto os faróis full-LED proporcionam mais eficiência luminosa e conforto ao motorista.

Assim como o Virtus, o Tiguan Allspace e o Novo Jetta, o T-Cross também será o primeiro modelo em seu segmento no Brasil a oferecer o “Manual Cognitivo” – que usa IBM Watson para responder ao motorista questões sobre o veículo, incluindo informações contidas no manual do carro. Essa solução permite uma nova forma de interagir com o veículo e oferece uma nova experiência tecnológica.

Segurança

O T-Cross tem seis airbags (dianteiros, laterais e do tipo “cortina”) e uma gama ampla de sistemas de assistência. Todas as versões serão equipadas de série com ESC – Controle eletrônico de estabilidade. Esse sistema reconhece um estágio inicial de que uma situação de rodagem crítica está para acontecer. Compara os comandos do motorista com as reações do veículo a esse comando. Se necessário, o sistema reduz o torque do motor e freia uma ou várias rodas até atingir a condição de estabilidade.

O T-Cross terá configuração dianteira independente tipo McPherson e interdependente na traseira, com eixo de torção. Trará pneus “verdes”, de baixa resistência ao rolamento, que colaboram para a redução no consumo de combustível – sem deixar de lado a performance dinâmica (dirigibilidade e frenagens). Serão duas medidas disponíveis: 205/60 R16 e 205/55 R17.

O modelo terá freios a disco nas quatro rodas como item de série. Os discos terão 276 mm de diâmetro nas rodas dianteiras e 230 mm de diâmetro nas rodas traseiras.

2 Answers

  1. Raimundo
    26 de outubro de 2018 at 06:00

    No geral, o produto tem o que a média da concorrência tem. O DRL no para-choque já esperava, pois há um espaço delimitado abaixo do farol de neblina, então deve ficar neste. Por falar em farol de neblina, só o Renegade tem o que chamarei de full LED +, pois até o farol de neblina é de LED e é direcional. Esta função, direcional, não deve ter no T-Cross e não tem no Polo e no Virtus. Por ter full led no T-Cross, é provável que a oferta exista nos Polo e Virtus GTS que usariam o farol do Polo europeu que integra o DRL também.

    Alguns irão reclamar da ausência do ar dual zone que há no modelo europeu e não reclamarão da não oferta dos pacotes com mais segurança ativa porque aqui não pedem(opcional) e não fazem questão de ter(série).

    Pelo conjunto mecânico, a marca poderia ofertar o 4Motion, mas a concorrência mal oferta essa tração e o Renegade só vende bem o 4×4 por ser Jeep, ser mais sofisticado o sistema e ter motor a diesel. Assim, a opção de modos de tração para 4×2 como tem o 2008 quebra o galho.

    A matéria está bem clara quanto a alguns pontos, melhor que a de outras mídias.

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