Novas placas no padrão Mercosul não terão brasões dos estados e municípios

Como medida para reduzir custos, o Ministério das Cidades decidiu retirar os brasões dos novos modelos de placas de identificação veicular do padrão Mercosul. Apesar de baratear a produção, especialistas garantem que a medida mantém outros importantes itens de segurança na nova placa que começa a ser utilizada até o final de dezembro em todos os Departamentos de Trânsito do país para carros 0 km.

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“Após análise técnica de viabilidade e impacto, decidimos retirar os brasões das novas Placas Padrão Mercosul. Com isso, evitaremos qualquer despesa extra aos condutores de nosso país, embora o objetivo tenha sido desde o início apenas adotar um modelo mundial de identificação veicular e proporcionar mais agilidade por parte da polícia e segurança a todos, afirmou o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, ao jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com o Ministério das Cidades, por meio do novo modelo é possível fazer a comunicação entre os departamentos de trânsito de todas as unidades federativas, com o repasse de informações em tempo real. Com a retirada dos brasões, uma vez emplacado, a placa do veículo permanecerá a mesma por toda a sua vida útil até a baixa no sistema do Registro Nacional de Veículos, o Renavam, sem nenhum gasto extra para o motorista.

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O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, deferiu, no final de outubro, pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e suspendeu a liminar expedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1), sobre as resoluções 729 e 733/2018, autorizando o uso das novas placas Mercosul no Rio de Janeiro.

“A adoção da nova placa veio para oferecer mais segurança aos cidadãos por meio da adoção de um sistema moderno que evita fraudes e clonagens. Com essa decisão o emplacamento no Estado do Rio de Janeiro volta à sua normalidade, bem como a implementação do sistema em todo o Brasil até o dia 1º de dezembro/2018”, afirmou o ministro Baldy.

Segundo afirmou o Ministério das Cidades, a suspensão poderia gerar grandes prejuízos técnicos e econômicos ao país. A medida acarretaria também a impossibilidade de novos emplacamentos e transferências de veículos no estado do Rio de Janeiro.

* Com informações do Jornal O Estado de S. Paulo

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