Mégane R.S é o Renault dos sonhos que todos querem ver no Brasil

Bühl ( Alemanha) – Manhã de sol na Alemanha, na cidade de Bühl (181 Km de Frankfurt), QG da Renault/Nissan no país da velocidade. Lá, a primeira fase da viagem contemplou dois incríveis dias com o foguete Mégane R.S. Uma fera de motor 1.8 TCe que faz 0 a 100 Km/h em 5,8 segundos e arrepia qualquer um com 280 cavalos de potência e máxima de 250 Km/h. Poderia parar por aqui e exibir as dezenas de fotos que tirei, mas… Vocês precisam saber mais.

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O Renault Mégane R.S. 2018 é um dos melhores carros que já dirigi. A assinatura da divisão esportiva da marca francesa faz toda a diferença para o carro que entrega 39,6 Kgfm no estiloso amarelo que é uma relíquia sobre rodas que agarra no chão: a tração 4×4 responsável pela pegada é chamada de 4Control.

O médio esportivo, por enquanto, está longe do Brasil, mas sabe lá. Que injustiça Renault! Não faz isso com a gente. O Mégane nessa configuração poderia liderar a concorrência no segmento hot hacth. Vou explicar. Quando um piloto de Porsche GT3 RS desce do carro para pedir licença e ver de perto o francês você exclama, ué! Como assim? Aí do nada outro personagem sai do seu protótipo inglês, com placa de Luxemburgo, para dizer “nice, incrible” (que legal, incrível).

Estava na porta do lendário circuito de Nürburgring (mais 300 Km de distância
da minha largada), cenário de eletrizantes corridas da F-1. Nesse dia, plena quarta-feira, acontecia um track day apaixonante. E nele, um Mégane R.S. que só para lembrar usa o mesmo conjunto mecânico do Alpine A110. O astral do bólido e a mecânica são irresistíveis e olha que no final do ano passado, no Japão, eu dirigi o Honda Type-R. A vantagem do Honda? O câmbio manual (opção de escolha no Renault) porque no estilo é páreo duro.

O R.S. 2018 é puro resumo da ousadia, que vi na divisão Renault Sport. Do jeito que você está lendo, sugiro parar um pouco e namorar as fotos e o vídeo do automóvel. Depois volta aqui. Pode crer. O visual destaca os faróis de neblina em LED triplos além de contar com o para-choque desenhado
da maneira que o ar não interfere na aerodinâmica e, veja as entradas de ar
adicionais e o spoiler integrado. Vale lembrar também das saídas de ar nos para-lamas dianteiros e a grade em preto piano com o logotipo R.S.

Na traseira, um difusor integrado ao para-choque que mata qualquer um de
inveja. O escapamento de dois canos é centralizado em única boca. O show à
parte fica para as lanternas em LED que cortam a tampa. A rodagem aro 19 polegadas era o toque que faltava para “fechar o tempo”. O carro é lindo!

Deixar Nürburgring para trás não foi fácil. Gostoso foi dirigir, sem limite de
velocidade, até a divisa com a Bélgica, quando você entra na real, o limite máximo de 130 Km/h reeduca todo mundo e vai assim até a França, mas antes de chegar lá tive o prazer de pela frente passar e parar em Spa-Francorchamps, já em área Belga, na região de Liège. Acho que dispensa comentários falar desse templo do automobilismo, porque é o GP de F-1 mais encantador e de tantas histórias, como a lendária curva Eau Rouge. E, em Spa, o Mégane repetiu a popularidade. A certeza que esse seria sucesso em todo o mundo que curte velocidade estava na minha frente.

De volta ao veículo, por dentro, o interior personalizado, volante em couro
com costura vermelha, display no para-brisas para indicar velocidade e roteiro
do GPS. No volante dois paddle shifts grandes em harmonia com o ambiente analógico e digital do cluster e da tela central. Os bancos esportivos são de alcantara e luzes de LED decoram no amarelo racing em frisos na cabine.

Na estrada, testar a potência do carro e o modo de condução foi moleza com o câmbio de seis marchas e dupla embreagem. Faltou o freio de mão manual, não curto o automático com botão. Escolha de direção pode ser feita no normal, esportivo, corrida ou pessoal. Tudo no monitor vertical do multimídia R-Link (que deveria vir em todos os carros da Renault).

No veículo, o sistema ajusta a direção nas rodas melhorando o ângulo da rodagem traseira. E cá pra nós, não usei o modo especialista e nele, o condutor pode conectar câmeras de vídeo ao R-Link e gravar a volta rápida. A suspensão na frente é independente e atrás eixo de torção, mas não tenha preconceito pela traseira mais dura porque uma vez dirigindo jamais você irá esquecer.

Por Jorge Moraes
Viajou a convite da Renault

2 Answers

  1. Raimundo A.
    21 de outubro de 2018 at 10:44

    É um excelente carro, mas se o Golf GTi e o Honda Civic esportivo, importado, nos últimos tempos estão virando mais que nicho, a Renault, que disse importar o Koleos em segmento bastante aquecido até agora não fez e sua concorrente francesa tem trazido 3008 e o 5008, o Megane RS, especulado algumas sobre comercialização aqui, não esperaria nem deitado.

  2. Eduardo Motta
    23 de outubro de 2018 at 20:56

    eh um carro inviável para o mercado do Brasil, viria muito caro e não aguentaria a concorrência das marcas premium, além da má fama dos franceses por aqui, manutenção cara e problemática e alta desvalorização, eu não compraria.

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