HR-V 2019 ganhará versão 1.5 turbo, que deve ser apresentada no Salão do Automóvel

São Paulo – O HR-V 2019 melhora em relação ao 2018 e a meta agora é se distanciar dos adversários diretos: Creta e Kicks e, partir para cima do Compass, atuando com mais elegância e menos simplicidade no segmento. Novidade chega a partir de R$ 92,5 mil e vai aos R$ 108,5 mil para o EXL. Outra boa notícia é que no Salão de São Paulo deverá ser apresentada a versão Touring com motor 1.5 turbo de 173 cv de potência.

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Em resumo, do lado de fora o que mudou? Tanta semelhança com o modelo anterior é uma questão de estratégia? Nesse caso sim, o facelift global foi suave (até demais) e trouxe a assinatura de luz diurna para os novos faróis de todas as versões e com ela um semblante de riqueza visual, assim como as lanternas traseiras em LED. 

Algum pecado estético? Sim. A barra cromada bem espessa na frente e as rodas aro 17 que destacam mais o preto ao contrário do diamantado e, mesmo seguindo a mesma tendência de cores da versão passada não são mais bonitas.

O carro de teste foi o EXL, de R$ 108,5 mil, e manteve o motor 1.8 flex de 140 cavalos de potência com média de 11,5 Km/l na cidade e, para permitir uma melhor conversa com o câmbio, fizeram uma nova programação na relação das marchas da caixa CVT que simula sete velocidades, declarou o supervisor técnico da marca, Alfredo Guedes. Dá para sentir isso no trânsito urbano.

Por baixo do SUV está a mudança mais significativa. É literalmente perceptível a alteração do conjunto dos amortecedores dianteiros que não permitem mais aquele toc toc. Dá para notar no fim de curso da suspensão a ação do freio hidráulico na peça que impede a batida do fim de curso. Acertaram no quesito conforto inclusive na acústica a bordo.

Internamente quase nada de novo. O barato é transformar o carro em um bom “furgão” com o esquema de dobra dos bancos chamado de magic seat. A Honda não aplicou no EXL, mais caro, por exemplo, o botão de start (partida) e acho que deve guardar isso para o Touring. Esse sim promete ser diferente de tudo.

No quadro de instrumentos,meio analógico e meio digital, tem uma caneta gigante para zerar as informações de trip e do computador de bordo. Não aprovei isso mas o condutor no top pode personalizar a cor do mostrador central. Desse mimo gostei. A central multimídia de sete polegadas, exclusiva para a versão mais cara, é simples e poderia ser outra mais visual e de velocidade de processamento mais rápido mesmo assim atende a demanda e permite o uso fácil do Car Play ou Android Auto.

Se a montadora deve uma motorização mais eficiente deverá exibir no Salão do Automóvel de São Paulo, de 8 a 18, apresentar a versão luxo e estilosa com direito ao propulsor 1.5 de 173 cavalos de potência. Esse sim vai ser diferente e trazendo mais emoção ao SUV compacto. O HR-V 2019 oferece um porta malas de 437 litros. Bom espaço para você organizar suas bagagens.

Por Jorge Moraes (Viajou a convite da Honda)

One answer

  1. Raimundo A.
    3 de novembro de 2018 at 08:47

    A possível volta da Touring com o motor 1.5T, se brincar, vai passar fácil dos R$ 110k.

    Acho que o maior ganho externo foi ter faróis duplos parabólicos para todas as versões, pois antes única parábola, que é deficiente para certos usos, ou pagar bem mais caro pela Touring que tem full led.

    Se há um ponto que precisa melhorar no Renegade é justamente a questão dos faróis básicos, que inclusive nos EUA, testes feitos com vários veículos, o dele como o do HRV não foram bem avaliados. O Jeep ainda permanece com o abismo entre sistema simples demais para o preço cobrado e em versões mais caras, antes xenon, agora full LED de série, opcional na Longitude.

    Vários veículos de origem chinesa usam faróis duplos, inclusive do tipo “canhão” como o facho baixo do HRV 2019. A Jeep poderia no Renegade como faz no Compass, ou seja, o mesmo conjunto ótico mais eficiente pode ser melhorado mudando apenas a lâmpada ou, espera-se, no Compass My2020, uso de full led nas mais caras provavelmente mantendo sistema melhor nas em conta..

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